Animais que saem de uma condição de recria em pasto e entram em uma dieta de confinamento precisam passar por alguns protocolos de adaptação, já que iniciarão uma dieta com alta densidade energética.
Nestes casos é necessário adaptar a população microbiana no rúmen. Ela muda de uma população adaptada à digestão de uma dieta rica em fibra e celulose para uma população adaptada à digestão de uma dieta rica em carboidratos não fibrosos fermentados, como o açúcar, o amido ou a pectina, por exemplo.
Além disso, o animal de pasto parava de comer por distensão ruminal. Ele precisa adaptar o cérebro para se alimentar por mecanismos fisiológicos, por meio da ação de compostos energéticos que sinalizam o momento de parar de comer.
Esta adaptação leva entre 15 a 28 dias, dependendo da espécie. Alguns protocolos já conhecidos podem auxiliar o produtor neste processo.